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Qual é a iluminação certa para mim?

Este é um assunto recorrente nas minhas reuniões com os clientes. A questão da iluminação, que eu considero uma parte essencial num projeto, está sempre presente. É, sem dúvida, um assunto difícil e muito específico de cada projeto.


Para além da questão da potência da luz, é preciso pensar também na difusão da luz, na economia da eletricidade, na cor da luz, no design da peça, se colocamos um candeeiro de suspensão, de pé, de mesa, de parede... As possibilidades são inúmeras e para decidir, é preciso ter outras questões em consideração.


Falamos do meio ambiente onde está o espaço. Cores presentes no exterior podem afetar a "imagem" que pretendemos, assim como a intensidade da luz natural. Um cinza ou um bege muda de tom com muita facilidade dependendo da luz natural.



É preciso aceitar que é a iluminação que nos traz conforto. Isso, associado ao design, torna o seu espaço diferente e especial. São peças que sobressaem, peças que marcam o espaço, mas acima de tudo deverão ser funcionais e respeitar a função para a qual foram adquiridas - iluminar de forma adequada.


Podemos fugir ao normal, arriscar e, mesmo assim, conseguir iluminar o espaço que precisa de luz. Por exemplo, porque não colocar um candeeiro de pé ao lado de uma mesinha de cabeceira em vez de um de mesa?! Ou colocar um candeeiro de suspensão, descentrado da mesinha?



É tão importante pensar na forma como na função, na parte prática mas no design também. Ficam algumas dicas essenciais na hora de escolher a iluminação:

- pensar no tom da luz é o primeiro passo para termos o ambiente certo. 3.000 ou 2.700 kelvin é o tom certo para qualquer espaço numa habitação e nunca devemos misturar tons de luz. 4.000 kelvin é usado em espaços comerciais e de serviços e por vezes o tom que funciona melhor em restaurantes é o 2.700 kelvin.

- tons acima dos 4.000 kelvin são completamente proibidos em qualquer espaço. É uma luz branca, desconfortável, podendo até causar dores de cabeça. 5.000k ou acima são luzes difíceis de controlar e com as cores erradas perto, por exemplo cinza, podem dar ao espaço uma tonalidade violeta ou azulada.



- pensar fora da caixa! Usar tipos de candeeiros diferentes nos espaços, ou seja, em vez de colocarmos um candeeiro de mesa na mesinha de cabeceira podemos colocar um de pé.

- quando as lâmpadas são opalinas a luz propaga-se de forma uniforme, mas nem todas as bolas opalinas são bonitas. Procure aconselhamento para não cometer erros desnecessários.

- a intensidade da luz é uma parte essencial quando procuramos um candeeiro... pouca luz pode dar-nos dor de cabeça e muita luz pode tornar-se incómodo. Procure um profissional para aconselhamento!

- a iluminação indireta é a mais confortável, por isso, se tem sancas nas janelas, coloque luz nelas, se tem móveis suspensos, peça para porem uma fita por baixo ou atrás dos móveis.

- criar cantinhos de luz é sempre uma boa maneira de embelezar o seu espaço.



O mais importante é valorizar a sua casa. É nela que passa o seu tempo livre, onde descansa e tenta relaxar, onde recebe a sua família e amigos. Aproveite tudo o que o seu espaço tem para oferecer. Sinta-se bem na sua casa, tenha prazer ao chegar a casa.

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